Mercado de trabalho brasileiro vive “boom” de oportunidades para quem fala francês

    Que tal se tornar professor de francês numa universidade pública com R$ 9.600 de remuneração inicial bruta? Ou então, no setor privado, deslanchar carreira promissora numa multinacional francesa?

    Se você já fala a língua de Molière, félicitations: existe um universo de oportunidades te esperando! E se você apenas arrisca o bonjour, não tem problema: ainda dá tempo de engrenar nos estudos e surfar na excelente fase vivida atualmente pela língua francesa no mercado de trabalho brasileiro. Há vagas, e essa é a boa notícia!

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Existem 800 empresas francesas instaladas hoje no Brasil, que empregam cerca de 500 mil pessoas em diversas regiões — a exemplo dos 1.000 funcionários da BIC na Amazônia, onde são produzidas 95% das canetas que a marca comercializa em território nacional.

    Sandrine Ferdane, presidente da Câmara de Comércio França-Brasil, afirma que o montante de investimentos da França no Brasil chega à cifra de US$ 29 bilhões, numa aposta superior àquela destinada a países como a China. Apenas no primeiro trimestre deste ano, os investimentos foram de US$ 8,6 bilhões, um recorde histórico.

    Assim, a França se consolida como principal empregadora e investidora estrangeira no Brasil, desbancando a aparente importância dos Estados Unidos em nosso mercado de trabalho. Veja um exemplo: são as empresas francesas as maiores pagadoras de tributos no Estado de São Paulo.

    Tudo vai de vento em popa, por enquanto. Especialistas temem que os bons e inéditos resultados sejam afetados por desgastes diplomáticos, mas apostam na solidez e na diversidade da presença empresarial francesa: ela está em setores como construção civil, medicamentos, cosméticos, hotelaria, gás, petroquímica e energias renováveis.

Grandes multinacionais francesas alimentam o ciclo positivo, como Renault, Leroy Merlin, AccorHotels, L’Oréal, Grupo Casino e Decathlon.

Instrutor de francês

    A área do ensino também possui oportunidades interessantes. Escolas particulares e universidades públicas e privadas têm recrutado professores de francês e costumam pagar bons salários — a exemplo da vaga na Universidade Federal da Paraíba a que se refere a abertura deste texto. 

    O aumento da procura por professores de francês provocou a expansão da oferta de cursos dedicados a quem já leciona ou deseja ensinar o idioma. O IFESP, por exemplo, lançou uma Formação Didática para Professores de Francês – FLE, que, além de preparar instrutores, disponibiliza o uso de todo o material didático do instituto.

Redes de contatos

    Esse “boom” de oportunidades deu origem, não à toa, a diversos grupos de network em redes sociais e aplicativos de celular, reunindo franceses e brasileiros que oferecem e/ou buscam vagas.

    A melhor plataforma é, sem dúvida, o LinkedIn, com destaque para as páginas France Alumni Brasil e IFESP. No WhatsApp, o grupo Francês Exponencial reúne pessoas de ambas as nacionalidades que praticam a conversação apenas em francês e, de quebra, colaboram com a construção de uma ampla rede de network.

    Para além do mundo virtual, quem prefere trocar cartões e fazer encontros olho no olho pode participar do Alumni Art Experience. A próxima edição do badalado evento acontece no dia 16/10 e contará com a presença de egressos das mais prestigiosas escolas e universidades internacionais — como EDHEC, Paris-Dauphine e Sciences Po, para ficar apenas em alguns exemplos franceses.

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