Conheça Marie Delattre, produtora de conteúdos dos cursos infantis de francês no CFOL

A plataforma do Curso de Francês Online, o CFOL, acaba de anunciar mais uma grande inovação em termos de aprendizado da língua francesa, desta vez com cursos voltados unicamente para crianças (de 5 a 9 anos) e pré-adolescentes (de 10 a 14 anos) — saiba mais aqui. Apostando em gamificação, o material e o método são elaborados pelos experts em e-learning da equipe pedagógica do CFOL, a escola virtual do Grupo IFESP. A linguista francesa Marie Delattre é a produtora de conteúdos deste novo curso e tem dado vida aos jogos e às aventuras dos personagens que acompanham os pequenos em sua trilha de aprendizado. Além da formação acadêmica na área, a francesa natural de Anecy também possui um trunfo da vida prática para a tarefa que desenvolve: ela é mãe de dois filhos, nascidos no Brasil. Na entrevista abaixo, Marie fala sobre seu percurso de estudos, seus gostos e suas atividades junto ao CFOL.

Você se especializou em linguística, o que dá grande respaldo para o trabalho que exerce atualmente. Fale um pouco sobre seus estudos.

Marie Delattre – Estudei alemão durante a licence [graduação], na Universidade Jean Moulin, em Lyon. Comecei a estudar na França e depois fiz um intercâmbio na Alemanha, onde fiquei por dois anos, na cidade de Dresden. Após a licence, fiz um master [pós-graduação] na Universidade de Strasbourg, na especialidade “plurilinguismo europeu e interculturalidade”. Tenho interesse pela linguística desde que estudei alemão, mas, com o tempo, passei a me interessar também pelo plurilinguismo nas empresas, pois quis dar um foco mais prático ao meu master.

O que motivou sua mudança da Alemanha para o Brasil?

MD – Meu marido, que também é francês, trabalhava numa empresa na Alemanha que abriu a oportunidade para que ele ocupasse uma vaga aqui no Brasil. Já estávamos um pouco cansados da Alemanha, então viemos para cá em 2014. Tínhamos morado 6 anos e meio na Alemanha, no total. Nesse período, eu trabalhei como secretária numa empresa francesa e também num instituto de pesquisa alemão. Chegados ao Brasil, tivemos aqui dois filhos, que são brasileiros.

De que maneira você conheceu o IFESP e com quais valores do instituto você se identifica?

MD – Durante o tempo em que eu estive na Alemanha, eu tive alguns alunos de francês, e gostei de lecionar o idioma. Ao chegar ao Brasil, procurei então o IFESP e busquei saber de vagas no polo pedagógico do instituto. Logo, a Alexandrine Brami [CEO do Grupo IFESP] me falou do projeto de reorganização dos atuais cursos online e da criação de novos conteúdos e cursos para o CFOL, tarefa que eu topei. Gosto do IFESP porque é um lugar muito dinâmico, sempre cheio de novas ideias, com uma equipe jovem e dinâmica. Também valorizo muito a questão da flexibilidade e de poder trabalhar também na modalidade home office, pois, sendo mãe, isso me permite cuidar melhor de meus filhos. Além disso, o IFESP tem uma equipe mista: é bem interessante, dá para falar em português e em francês com quase todo mundo, e às vezes até misturamos as duas línguas na mesma frase durante as conversas. Acho isso genial!

Como funciona o novo curso voltado para crianças?

MD – Contribuo com o desenvolvimento de conteúdo, junto com nosso coordenador [Pierre Lagrave, head of learning design do IFESP]. O curso infanto-juvenil é para crianças entre 9 e 14 anos que estão começando a aprender francês, então o nível é iniciante. Elaboramos um curso com estórias e personagens que as crianças vão descobrir aos poucos, seguindo as aventuras, num jeito bem lúdico, com lições, jogos e informações sobre a cultura francesa. Eles vão poder aprender francês em casa com o tablet, e são os pais ou a escola que podem comprar os cursos. No caso das escolas, nosso curso pode funcionar como principal ou como complementar ao ensino de línguas.

Fale um pouco sobre seus gostos e planos para o futuro.

MD – Gosto muito de ler, viajar e costurar. Sim, adoro criar roupas e acessórios, já faço isso há uns 10 anos e continuo fazendo mesmo tendo dois filhos e precisando correr atrás deles o dia todo [risos]. Pretendo seguir com novos projetos aqui no IFESP e dar mais aulas de francês. Meu marido e eu queremos continuar aqui no Brasil, então penso também em dar mais aulas particulares de francês. Além disso, gostaria de praticar um pouco mais o alemão, para não me esquecer daquilo que aprendi, já que é difícil ter contato com a comunidade alemã.
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