A importância da Análise Transacional para conhecer-se melhor

2 de agosto de 2018
Por  Alexandrine Brami

Utilizada originalmente na psiquiatria, a técnica permite uma melhor compreensão de si e a ajuda no mapeamento de personalidade.

Compreender-se melhor e saber identificar seu tipo de personalidade é uma necessidade constante, estudada em diversas teorias da comunicação, como a Análise Transacional (AT).

Criada nos anos 1950 pelo psiquiatra estadunidense Eric Berne, ela se estabelece no início do contrato ou, como o próprio nome indica, da transação entre pacientes e médicos. O propósito original era descomplicar o diálogo psiquiátrico, mas a técnica se aplica atualmente a outras áreas.

As ferramentas propostas pela AT possibilitam uma profunda descoberta de si, além de um conhecimento mais aguçado dos outros. Assim, o coach e seu cliente, por exemplo, podem atingir as mudanças desejadas nas seções de coaching através de um acordo aceito por ambas as partes desde o princípio.

Os “estados de ego” e as transações

Basicamente, a Análise Transacional define as personalidades sob o prisma de três “estados de ego”: pai, adulto e criança.

Normativo, o pai é aquele que precisa fazer valer sua autoridade. Esse estado corresponde às emoções e aos comportamentos de indivíduos que aprovaram, no passado, as figuras parentais. Quanto ao adulto, ele é aquele que raciocina de forma neutra e tem a capacidade de dar marcha ré quando necessário. Esse estado é equivalente ao indivíduo que não está alienado à realidade presente. Por fim, a criança almeja a independência e demonstra seus sentimentos, podendo agir por egocentrismo e impulso. Esse estado é o de pessoas que revivem a infância.

Nem todas as pessoas possuem os três tipos de estado de ego, mas, quando é o caso, um deles será preponderante em função do interlocutor e da situação vivida. Isso significa que os gestos, as palavras e as ações do interlocutor podem evocar um tipo específico de estado de ego como reação.

 

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