Gamificação no ensino de francês: o que é e como essa tendência vai conquistar seus alunos

21 de maio de 2019
Por  Pierre Lagrave

Combinar elementos de jogos – como níveis, medalhas e missões – é a chave da gamificação, abordagem de educação inovadora que promete despertar o interesse dos alunos, tornar as aulas mais dinâmicas e desenvolver a criatividade e autonomia.

 

A gamificação, ou gamification, é uma tendência educacional cujo objetivo é aumentar a participação e a aprendizagem dos alunos em sala de aula, através de conceitos retirados de jogos virtuais, ou games. Isso pode significar tanto utilizar um jogo de fato (jogos como Minecraft se tornaram conhecidos pelas possibilidades educacionais), quanto adaptar o conceitos por trás desses jogos para a sala de aula. Afinal, a gamificação parte do pressuposto de que a linguagem dos games pode ser facilmente compreendida por todos, crianças ou adultos, e trabalha habilidades que potencializam a aprendizagem: o esforço em equipe, a resolução de problemas, a criatividade e a autonomia.

 

Alguns dos conceitos que a gamificação leva para a sala de aula são:

 

  • Missões: São desafios lançados pelo professor e que deverão ser cumpridos pela turma em determinado espaço de tempo. Assim, em vez de um objetivo abstrato (aprender) ou apenas burocrático (passar na prova), o estudante deve resolver um problema com o conteúdo utilizado em aula.
  • Níveis: A próxima etapa só é acessada quando a anterior for concluída, exatamente como em um videogame. Assim, cria-se a expectativa pela próxima tarefa. Outro benefício é que, ao dividir um longo semestre em pequenas janelas de tempo (as fases do jogo), os estudantes tendem a se dedicar com mais foco e afinco.
  • Recompensas: Seja uma nota, um bônus, um distintivo, uma medalha – não importa! A geração dos nativos digitais funciona melhor com recompensas rápidas do que de longo prazo; portanto, na gamificação, cada etapa cumprida deve trazer algum tipo de reconhecimento.
  • Rankings: Se o prêmio é importante para os jovens, a competição, também. Criar times que disputam entre si ou transformar os alunos de uma sala em competidores para determinadas atividades é garantia de engajamento e atenção. O ranking pode trazer as pontuações gerais ou destacar apenas os melhores colocados em cada desafio.
  • Personagens: Ou avatares, na linguagem da gamificação, vão ajudar a criar uma narrativa dentro da sala de aula. Para isso, o professor pode criar uma história ou contexto que englobe os temas estudados, distribuindo entre a turma os papéis de cada um. Cada papel pode ter habilidades e segredos distintos, para enriquecer a narrativa!

 

Como trazer a gamificação para o ensino de francês?

 

A gamificação pode parecer um recurso distante do ensino de francês, mas basta um pouco de criatividade para ver que ela abre possibilidades infinitas no estudo do idioma.

 

Com o uso de tecnologia, a gamificação pode aparecer no uso de plataformas digitais para aprendizagem: em vez de exibir todos os capítulos a serem abordados assim que o estudante faz o login, por que não transformar a página inicial em uma jornada em que apenas as primeiras lições estão visíveis – enquanto as outras devem ser desbloqueadas conforme o desempenho em cada etapa? Cada capítulo finalizado também pode gerar uma premiação, como moedas virtuais ou o acesso a áreas secretas do site (onde poderiam estar, por exemplo, materiais complementares, contendo vídeos, músicas e leituras além do currículo regular).

 

Nos cursos presenciais, também há espaço para a gamificação no ensino de francês. Uma alternativa bastante simples é tornar as aulas temáticas. Como assim? Se a turma está conhecendo a história da França, por exemplo, cada estudante pode assumir um personagem histórico durante as aulas; se o conteúdo diz respeito à culinária francesa, eles podem ser diferentes profissionais em um restaurante; se o foco é vocabulário para o mercado de trabalho, a aula pode ser uma competição pela vaga em uma empresa francesa!

 

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Assinado por: Marcela Lorenzoni

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