Lingotalks com Marcelo Apovian: os idiomas como parte do desenvolvimento profissional e pessoal

12 de fevereiro de 2021
Por  Johny

O IFESP conversou com o Marcelo Apovian,  Managing Partner Brazil na Signium e convidado especial da segunda edição de nossos Lingotalks.

Quem é o Marcelo Apovian?

Marcelo Apovian é tricampeão brasileiro de esqui na neve, vice-campeão brasileiro de snowboard, campeão do Rally dos Sertões na categoria moto production, participou de quatro Campeonatos Mundiais de Esqui na Neve e duas Olimpíadas de Inverno. Sua vivência com os esportes o levou a conhecer pessoas e culturas do mundo todo – situações nas quais os mais diversos idiomas são indispensáveis.

Após um acidente que mudou o rumo de sua vida e sua história com o esqui, Apovian tornou-se sócio de uma produtora de vídeos e, posteriormente, se aventurou como consultor de projetos na Argentina Ele atuou também no departamento de recursos humanos auxiliando no recrutamento de profissionais para cargos altos da hierarquia corporativa. 

Com a mais recente formação em Coaching, Marcelo ajuda pessoas em grandes corporações, como Audi e Unilever, a desenvolver novos aprendizados e melhorar a performance.

Em conversa com o IFESP, o empresário debateu sobre o uso do inglês durante sua vivência no mundo empresarial e como os idiomas são capazes de expandir talentos dentro e fora de um escritório. Confira:

Como os idiomas são capazes de auxiliar no desenvolvimento de talentos de uma pessoa? 

Eu tenho quarenta e oito anos, na minha época já era muito importante. O mundo era menos globalizado, mas já era – estava o início da globalização. Hoje em dia, não é que é importante. Hoje em dia, se você não fala o inglês, você está fora do jogo. Você não tem nenhuma possibilidade de se desenvolver com sucesso em qualquer profissão que você queira. Imagina se você quer ser taxista. Se você não falar inglês, você não vai atender os melhores clientes que vem pro Brasil fazer negócios aqui. Então, nos países mais desenvolvidos que nós, o inglês é já é uma língua praticamente nativa.

A questão hoje em dia não é se você fala inglês ou não. A questão é quantos idiomas você fala. Quanto mais idiomas você fala, mais possibilidade você tem de se conectar com o mundo. 

Em que nível essas línguas estrangeiras destacam um líder no mercado de trabalho? 

Veja bem, ninguém chega lá em cima se não fala pelo menos o inglês. Ninguém. o Joesley da JBS, o Molina da Marfrig, por exemplo: esses donos de empresas que não falam inglês tiveram sucesso em um momento específico do Brasil. Mas para ter uma carreira bem sucedida, seja numa multinacional ou numa empresa nacional, o inglês é importante. 

Agora, caso você faça negócios com a Argentina, por exemplo, talvez facilite você falar espanhol, porque lá se fala espanhol. Então, talvez você consiga entender mais a cultura e se conectar mais facilmente com as pessoas de lá. Se você fizer negócios com a China, o caso é o mesmo. Então, talvez, se você tiver algum conhecimento de mandarim, isso pode ajudar seu desenvolvimento de negócios lá.

Existe um tempo certo para que as pessoas busquem aprender uma nova língua?

Tem uma frase que eu adoro do Alexandre Kalache. Ele é um médico que trabalhou na ONU durante muitos anos morando na Suíça, em Genebra. A frase é: “Nunca é tarde. Quanto antes, melhor”. Acho que essa frase responde. Nunca é tarde, mas quanto antes, melhor.

Como iniciativas como o Lingopass, – plataforma de capacitação multi-idiomas criada pelo IFESP- são capazes de ajudar na retenção de talentos de uma empresa? 

Eu acho isso fundamental. É importante a pessoa começar a estudar e repito: nunca é tarde, mas quanto antes melhor. Mas a questão aí é que às vezes a pessoa não tem grana pra fazer o curso. Ela tem grana para fazer faculdade, mas não tem para fazer inglês. Entre ajudar a família em casa e estudar a língua, por exemplo, é óbvio que ela vai optar por ajudar em casa. 

Eu acho uma iniciativa muito importante, porque vai ajudar ao desenvolvimento daquela pessoa pessoalmente e profissionalmente. O Brasil é um país pobre. A educação aqui é um gap que a gente tem. Então, ter a chance de oferecer um curso de inglês dentro de uma empresa no início de carreira do funcionário, acho genial. 

Cada vez mais surgem processos seletivos de diversas empresas que não exigem o inglês e que capacitam os selecionados. Você pensa que isso será uma tendência para o futuro? 

Esse modelo sempre existiu, e vai continuar existindo. Qualquer desses programas de que você consiga entrar, se você não fala o inglês ou não fala qualquer outro idioma, isso vai te brecar no futuro. Não tenho a menor dúvida de que você não vai crescer como seu colega. Você não vai crescer dentro da estrutura da empresa comparado com outra pessoa que fala o idioma. Em algum momento da sua carreira, o não conhecimento da língua vai te frear. 

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