Como um Time Bilíngue Torna o Ambiente de Trabalho Inclusivo

23 de setembro de 2020
Por  IFESP

Debates sobre diversidade, inclusão e equidade vêm ocupando as manchetes na mídia  devido a acontecimentos que tiveram uma vasta repercussão por todo o mundo; transformando o momento cultural coletivo, e impactando diretamente a forma como o mundo corporativo lida com o tema. Neste artigo, falaremos sobre como um time bilíngue capacitado por um treinamento em idiomas pode tornar o ambiente de trabalho mais inclusivo, e quais são os resultados diretos para a organização.

O que faz um ambiente de trabalho diversificado e inclusivo vai além de uma empresa moderna, que valoriza seus colaboradores e oferece as mesmas oportunidades para todos. Esteja sua empresa trabalhando ativamente de modo a equanimizar as diferenças entre colaboradores no que se tange o gênero, raça ou sexualidade; ou esteja ela apenas iniciando nesse processo— essas conversas já estão acontecendo dentro de sua organização. 

Para tratar de questões emergentes de um ambiente de trabalho igual para todos, os gestores vêm se atualizando nas melhores práticas e estratégias para fomentar um workplace diversificado. Entretanto, este não é um assunto apenas do RH ou de um departamento ou cargo; é um assunto a ser trabalhado por cada colaborador que faz parte da empresa. 

 

Ações para implementar um ambiente de trabalho mais inclusivo vão além de uma caixa a ser marcada da lista de tarefas; mas fazem parte de uma transformação no DNA, na cultura organizacional da empresa. 

 

No entanto, uma falha comum nas organizações é a escassez de programas de diversidade e inclusão. Pesquisas indicam que os gestores focam erroneamente em tentar “eliminar o preconceito”, ou ainda se concentram em problemas fora da organização.

Portanto, como os líderes e colaboradores podem ir além de um discurso de diversidade e inclusão, e contribuir de fato para um impacto significativo em um local de trabalho mais diversificado e inclusivo?

 

Diversidade nas contratações & grupos de apoio

 

O Google alocou mais de $260 milhões desde 2014 para promover contratações focadas na diversidade de colaboradores. Além disso, muitas organizações já têm um grupo espontaneamente formado para tratar de questões de diversidade e inclusão (D&I) dentro da mesma; como ERGs (Employee Resource Groups), BRGs (Business Resource Groups), networks, grupos de afinidade, entre outros. Essas iniciativas servem para fomentar um ambiente de trabalho seguro, inclusivo e justo para todos; de forma que ninguém se sinta excluído.

Mais de $8 bilhões são gastos em iniciativas de D&I somente nos EUA. Karen Carter, CIO (Chief Inclusion Officer) da Dow, se coloca como participante ativo desse movimento: “Eu co-lidero D&I com cada um da companhia. Não se faz inclusão do topo, a inclusão tem que ser feita por todos.”

O ponto chave para nutrir um ambiente de trabalho diversificado e justo não é apenas incluindo profissionais de outras culturas e perfis comportamentais nas equipes; mas dar voz aos colaboradores— especialmente aqueles que não têm espaço ou oportunidades no mundo— para apoiar seu crescimento profissional e contribuir com uma sociedade mais justa em todos os parâmetros— de gênero, religião, sexualidade, raça, etc. 

No IFESP, por exemplo, ao atuar no mercado de Learning em idiomas, a diversidade sempre esteve inerente aos processos, conversas e produtos. Porém, com temas tão urgentes a serem tratados com o objetivo de promover a diversidade em todos os âmbitos — desde o mercado de trabalho à sociedade; não era o suficiente apenas falar sobre diversidade, mas vivenciá-la no dia a dia da empresa. Assim, incluímos a diversidade como um de nossos valores norteadores.

 

Equipes bilíngues de impacto

 

Entendendo a importância de dar foco a estratégias de diversidade e inclusão na empresa, como equipes bilíngues fazem a diferença no contexto de D&I das organizações?

O IFESP é uma prova de que equipes multiculturais são mais criativas, engajadas e trazem um ponto de vista mais amplo para a organização. Esta, por sua vez, tende a inovar mais e crescer graças aos talentos da organização.

Sendo formados por uma equipe multicultural tanto de profissionais estrangeiros quanto brasileiros com experiência internacional, o IFESP prova que uma equipe que fala idiomas é mais motivada a trazer soluções inovadores para o mercado independente do nicho em que ela atua. 

 

A linguagem como ferramenta de conexão

 

Com temas de migração também em alta em meio a países lidando com crises políticas e econômicas, a linguagem pode ser tanto uma barreira quanto um elemento fundamental para a integração dessas pessoas. 

A língua oferece oportunidades de integração à sociedade aos migrantes; assim como uma competitividade econômica ao promover ambientes de trabalho inclusivos e preparados a receber profissionais de diversas nacionalidades e culturas. 

Em um mundo atual, lidamos frequentemente com migrantes haitianos que falam francês, venezuelanos falando espanhol, refugiados que estão aprendendo português; ou ainda profissionais em sua maioria falando inglês que trabalham a distância e estabelecem o Brasil como escritório remoto. 

Neste contexto, capacitar os colaboradores e suas famílias em línguas estrangeiras é liderar o caminho rumo a uma sociedade mais inclusiva e desenvolvida econômica, cultural e socialmente.

Os benefícios para a empresa vão além do incrível resultado no ROI desses programas de capacitação. Como já mencionamos em posts anteriores, investir no desenvolvimento pessoal e profissional dos colaboradores em idiomas implica o aumento da retenção de talentos, motivação e engajamento de colaboradores; resultando em uma maior produtividade e resultados mais lucrativos para a empresa.

Além desses fatores essenciais para a rentabilidade de uma organização, investir no treinamento de equipes bilíngues, ou ainda poliglotas, fortalece a cultura organizacional da empresa e a prepara para receber profissionais estrangeiros altamente qualificados, que muitas vezes em situação de refugiado, estão fora do mercado de trabalho por falta de integração linguística. 

No caso de multinacionais, por exemplo, equipes multiculturais nas sedes da empresa auxiliam na disseminação dos valores da organização; acelerando a aculturação dos colaboradores em relação à missão e aos objetivos da empresa. 

A estratégia de treinar times bilíngues ainda facilita a mobilidade internacional entre as equipes, favorecendo a troca de conhecimentos, técnicas e processos que otimizam a operação da empresa no âmbito internacional. 

 

A linguagem é um caminho direto para promover a diversidade e a inclusão.

 

Ao aprender um novo idioma, começamos a ver as coisas a partir de uma nova perspectiva. O aprendizado de línguas muda as atitudes de uma pessoa, incentivando a empatia com diferentes povos e fazendo-a mais aberta a diferentes pontos de vista. Isso impacta seu acervo cultural e intelectual, estando mais aberta a novas ideias, conhecimentos e formas de atuação.

Falar línguas nos permite acolher as diferenças inerentes a cada pessoa, assim como as semelhanças que todos nós compartilhamos. Portanto, um olhar da liderança de uma organização para questões de D&I nunca foi tão importante. 

 

Assim, o treinamento em idiomas se torna uma ferramenta estratégica com o poder de transformar o ambiente de trabalho em um mais inclusivo, seguro e equitativo.

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