As vantagens do home office para as empresas – e como implementá-lo na sua

16 de outubro de 2020
Por  Alessandra

Com a pandemia da Covid-19, vimos a aceleração de um processo que já estava em curso: a migração de trabalhos presenciais para home office. No entanto, engana-se quem pensa que o trabalho remoto beneficia somente colaboradores. Abaixo, vejamos algumas vantagens do home office para os negócios.

A vantagem do seu colaborador é também a sua vantagem

 

Primeiramente, sabemos que o sucesso de seus negócios começa com seus colaboradores: eles são responsáveis por 85% da geração de valor da empresa. Aumentar a motivação e engajamento de seus funcionários contribui não apenas para a produtividade e qualidade do produto, mas também para a retenção de talentos – essencial em um período em que os custos de rotatividade de funcionários estão cada vez mais altos. Desta forma, a vantagem de seu colaborador é também a sua vantagem. Investir na felicidade e conforto de seus funcionários contribui para aumentar a satisfação profissional e, consequentemente, o sucesso nos negócios.

Com isso, devemos ter em mente as vantagens pessoais e profissionais que o home office proporciona. Segundo o SEBRAE, o home office possibilita a proximidade da família; a maior independência (quem não gosta de estar pronto para o trabalho em apenas 30 minutos?); a redução do estresse decorrente do trânsito, especialmente em cidades grandes; e a alimentação mais saudável. Em um mundo com custos crescentes para deslocamento e alimentação, a redução de custos é significativa para o colaborador – e para o empregador.

Profissionalmente, o home office aumenta a liberdade profissional: o auto-gerenciamento, a definição do próprio horário de trabalho e o planejamento dos próprios rendimentos. 

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De fato, de acordo com o CEO da 37Signals Jason Fried, o local de trabalho é improdutivo. E questiona: quando você deseja resolver algo, para onde você vai? Dificilmente as pessoas afirmam que desejam ir ao escritório – que é, na verdade, o local onde as pessoas deveriam de fato resolver as coisas. Isto, segundo Fried, não ocorre. 

Intrigado com essa situação, Fried apresenta a resposta: no local de trabalho, contamos com inúmeras distrações. Precisamos nos adequar ao ritmo da empresa e ao ritmo de nossos colegas. Precisamos o tempo todo estar disponíveis para reuniões, conversas e para o outro. Com essas interrupções, quebramos o nosso fluxo de trabalho e diminuímos nossa produtividade. Muitas vezes, ao final do dia, percebemos que não realizamos nada do que havíamos planejado. 

Se, por um lado, muitos empreendedores afirmam que preferem seus colaboradores trabalhando no escritório para não se depararem com distrações; de outro lado, Fried defende que as distrações em casa são voluntárias – enquanto, no ambiente de trabalho, são involuntárias. 

Semelhantemente, a SEBRAE aponta a privacidade como uma das vantagens do home office: nas palavras da entidade, ninguém poderá te incomodar. Ao tornar os trabalhadores responsáveis pelo seu próprio ambiente de trabalho e fluxo de trabalho, o home office possibilita que cada colaborador se adeque ao serviço de acordo com sua necessidade, o que otimiza seu trabalho, aumentando a produtividade e a motivação.

Atualmente, as pessoas desejam liberdade e flexibilidade: desejam poder morar em lugares diferentes e não estarem presas a uma localização. A atual mudança cultural é evidenciada pela emergência das famílias nômades. Garantir a essas pessoas oportunidades pode ser um importante mecanismo de retenção de talentos e ampliação da qualidade de seus colaboradores.

As vantagens do home office para os negócios

 

O empresário Matt Mullenweg, responsável por desenvolver o WordPress e fundador da Automattic, é outro entusiasta do home office. Em sua empresa, Mullenweg aplica o que ele chama de trabalho distribuído: trata-se do trabalho geograficamente distribuído, conseguindo reter talentos globais. De acordo com ele, talento e inteligência estão distribuídos ao redor de todo o globo – mas oportunidades não. Com a pandemia do Covid-19, estamos vivenciando um momento de profunda transformação no mercado de trabalho: a migração para o trabalho remoto possibilita uma maior cooperação internacional, o que deve impactar na formação de times das empresas – tornando-os cada vez mais multinacionais. Essa tendência aponta para a necessidade da capacitação de idiomas, uma decorrência significativa da atual crise que estamos vivenciando.

Para além da otimização das atividades e o aumento da produtividade, o SEBRAE menciona ainda a economia com empregados e encargos sociais, o que também permite o oferecimento de produtos e serviços com menos custos. Desta forma, é possível aumentar o rendimento da empresa. 

E as desvantagens?

 

Por outro lado, é necessário ter em mente as desvantagens do home office – somente assim é possível contorná-las para tornar o trabalho ainda mais eficiente.

Para os colaboradores, há o perigo de excesso de trabalho, além da indefinição entre horários de trabalho e lazer – conjunto que pode sobrecarregar psicologicamente o trabalhador. Da mesma forma, a convivência com a família, apesar de frutífera, pode significar também a perda da privacidade pessoal e interrupções no horário de trabalho. Já para os que moram sozinhos, a migração do trabalho presencial para o home office pode significar excesso de isolamento social, o que também pode ter implicações psicológicas significativas.

Esse mesmo fator pode gerar implicações negativas para as empresas: o isolamento dos funcionários pode dificultar a comunicação entre eles, impactando na produtividade.

É justamente por isso que o home office deve ser cuidadosamente planejado pelas empresas. Como contornar os problemas levantados?

 

Como solucionar os problemas do home office?

 

Matt Mullenweg defende que o home office deve ser implementado de maneira consciente. A partir disso, elenca algumas dicas:

  • Para garantir a comunicação adequada da equipe, deve-se incentivar a documentação. Ao documentar, todos os colaboradores deixam os demais cientes do que estão fazendo e pensando. 
  • Neste mesmo sentido, é importante manter o máximo de comunicação online, permitindo que as pessoas entendam o que está acontecendo. E, para tal, é necessário encontrar as ferramentas corretas: aplicativos e softwares que ajudam na comunicação diária, possibilitando a colaboração.
  • Para reduzir o isolamento social promovido pelo home office, planeje grandes encontros presenciais. Mullenweg defende que estes grandes encontros, mais pontuais, são mais intensos e produtivos do que o contato constante como no escritório – além de promover a conexão entre as pessoas.
  • Para que as pessoas tenham um ambiente de trabalho adequado, forneça um orçamento para tal. Tendo em vista que as principais razões para instauração do home office são a liberdade pessoal e profissional, flexibilidade e autonomia, Mullenweg defende que os colaboradores deveriam ter a flexibilidade de fazer o seu próprio ambiente de trabalho, a partir do orçamento oferecido. Desta forma, podem transformar o seu ambiente no mais adequado para sua produtividade – o que também deixa os colaboradores mais motivados. 

O que o e-learning pode ensinar às empresas?

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Neste sentido, o e-learning pode ensinar muito às empresas.

Primeiramente, o e-learning estimula a autonomia e flexibilidade, acreditando no potencial individual do aluno; além de facilitar a personalização do aprendizado. O home office não é distinto: da mesma forma que o e-learning, busca a autonomia, flexibilidade e possibilidade de personalização do trabalho dos colaboradores – pela oportunidade de criar seu próprio ambiente, definir seus horários e prioridades. Com base nisso, o que podemos aprender com o e-learning?

No Ifesp, a autonomia do aluno é fundamental. Buscamos formar estudantes que tenham as ferramentas necessárias para se desenvolver autonomamente. No entanto, a autonomia pode gerar problemas de aprendizado, comunicação e isolamento. Como o Ifesp foi capaz de contrabalancear essas tendências? 

A importância da comunicação

Primeiramente, há o acompanhamento de tutores, com a comunicação frequente entre aluno e professor. Ora, para as empresas, isso não é nada mais do que a necessidade de acompanhamento do trabalho de uns e outros a partir da hierarquia pré-definida. Desta forma, o colaborador não se sente desamparado em seu serviço – da mesma forma que o aluno não se sente desamparado em seu aprendizado. 

Ferramentas adequadas

Para garantir a aproximação empresa/consumidor, empresas de e-learning investem em importantes ferramentas de comunicação com seus alunos. O Ifesp, além de contar com chat direto com monitor, conta com o serviço de Customer Service, acompanhando a todo momento o seu consumidor – ouvindo suas ideias, problemas e feedbacks. O mesmo deve ser pensado para as empresas, utilizando ferramentas adequadas para a eficiência da comunicação. 

Como reduzir o distanciamento social?

Em seus cursos, o Ifesp promove a interação social através de aulas ao vivo com os tutores. O aluno consegue, então, reduzir o isolamento social por meio do contato com professor e colegas. De forma semelhante, as empresas em home office devem promover encontros e reuniões – os quais não apenas facilitam a comunicação, como também reduzem o distanciamento provocado pelo home office e promove as trocas entre colaboradores.

É importante destacar, portanto, que toda mudança necessita de planejamento. Para que haja uma transição eficiente em sua empresa, são necessárias a comunicação e a capacitação profissional de seus colaboradores para o que está por vir.

Para identificar a necessidade de capacitação profissional em sua empresa, acesse: Como identificar a necessidade de capacitação profissional em sua empresa?

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