Como alcançar o sucesso nos negócios? O poder da felicidade e da perseverança.

22 de outubro de 2020
Por  Alessandra

A pergunta que todos os colaboradores e empreendedores fazem-se, de forma constante – e, quem sabe, até mesmo diária – é: como alcançar o sucesso? Muitas vezes, observamos indivíduos bem-sucedidos e questionamo-nos: por que não eu? O que estou fazendo de errado? Como posso melhorar? Em nossa sociedade ocidental centralizada no trabalho, frequentemente acreditamos que a resposta é simples: trabalhar mais. Nossa linha de raciocínio é lógica: se eu trabalhar mais, irei melhorar meus resultados e, portanto, serei mais bem-sucedido. Tudo isso é almejado buscando um único fim: a felicidade. Pensamos: se eu for mais bem-sucedido, serei mais feliz.

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Há, ainda, os que se sentem derrotados e pensam que não irão atingir patamares tão altos de sucesso. Afinal, o sucesso não seria definido pelo talento e pela inteligência, sendo uma qualidade inata? Na verdade, não. Confira abaixo como garantir o seu sucesso – e prosperar de uma vez por todas.

O poder da felicidade nos negócios

 

Shawn Achor, autor formado em Harvard, mostra-nos que as coisas não funcionam exatamente como imaginamos: nosso cérebro trabalha de maneira distinta. Não é focando em trabalhar mais, aumentando nossas responsabilidades, obrigações e intensidade do trabalho, que iremos resolvê-las. Pelo contrário: o estresse pode gerar uma sensação de negatividade e ansiedade que atrapalha o seu desenvolvimento pessoal e profissional e, portanto, o seu sucesso.

Isto é, na verdade, um consenso entre colaboradores e empreendedores: trabalhadores sob alto nível de estresse e pressão tendem a produzir com menor qualidade. Isto nos oferece uma importante lição: nosso estado emocional e psicológico é crucial para o nosso sucesso. Se sabemos disso, por que não atentamos, então, para o outro lado da moeda? 

Achor nos ensina que 90% da felicidade é definida pelo modo como o cérebro processa o mundo – e não pelo mundo externo. Diferentemente do que pensamos, não é tendo o trabalho dos sonhos que seremos felizes. Da mesma forma, não é trabalhando mais que seremos mais bem-sucedidos. O sucesso é, conforme mostra Achor, um mindset. Ele é uma forma de enxergar o mundo sob lentes positivas. 

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De fato, somente 25% do sucesso profissional é previsto por QI: o restante é definido pelo otimismo e pela capacidade de enxergar as dificuldades como desafios e não como ameaças. Encarar o mundo de forma positiva implica no aumento no sucesso: o cérebro é 31% mais produtivo no positivo do que no negativo. A inteligência, criatividade e nível de energia aumentam. E isto é comprovado pela neurociência: a dopamina tem duas funções – além de te deixar mais feliz, aciona os centros de aprendizagem de seu cérebro. 

Portanto, ao invés de preocupar-nos em trabalhar mais, deveríamos nos questionar como estamos trabalhando. Atualmente, o sucesso está muito mais relacionado com o desenvolvimento de soft skills, as quais podem ser adquiridas através da educação e da capacitação profissional. Para além de termos um determinado talento ou qualificação, precisamos nos dedicar às nossas competências mais íntimas, atreladas às nossas personalidades e experiências. Mais do que ter determinado diploma, é importante ser positivo, persuasivo, colaborativo, criativo e, acima de tudo, perseverante quando se almeja o sucesso.

A importância da perseverança para o sucesso

 

A psicóloga Angela Lee Duckworth ressalta a importância da perseverança para o sucesso. Em seus anos como professora, foi capaz de perceber que não era o QI ou o talento que definia os melhores desempenhos de seus alunos. Da mesma forma, não é isto que define nosso sucesso profissional – e tampouco pessoal. Questionou-se: o que seria, então? O que definia o sucesso dos alunos? 

De acordo com o dicionário Michaelis, perseverar significa ter perseverança em ou persistir num objetivo ou empreendimento; conservar-se firme, constante; continuar ou prosseguir de algum jeito ou maneira, sem desistir, ficar, permanecer. A perseverança, por sua vez, é definida como a qualidade de quem persevera; constância; firmeza. 

Para a psicóloga, o sucesso engloba a perseverança, mas vai além disso: está relacionado ao grit ou “garra”, em português. Mais do que a qualidade de perseverar, o indivíduo deve ter também a paixão, com perspectiva sobre o futuro. Em suas próprias palavras, é sobre viver a vida como uma maratona, não uma corrida de velocidade (sprint). A vida é uma corrida de longa distância para a qual precisamos ter fôlego.

 

Caminhos para alcançar o sucesso

 

Se o talento e a inteligência não definem sucesso, como construí-lo em nós mesmos e em nossos colaboradores? Shawn Achor e Angela Duckworth nos dão algumas pistas.

Reprograme o seu cérebro. Achor defende que devemos treinar nosso cérebro, visando o otimismo e o sucesso. Para tal, incentiva duas atividades:

  • Escrever três coisas novas todos os dias pelos quais somos gratos. Isso pode ser realizado em empresas, por exemplo, de forma a aumentar a produtividade de seus colaboradores. A atividade aumenta o otimismo e faz com que indivíduos revivam as experiências que lhes fazem felizes;
  • Meditação.

Compreender falhas como desafios, não fracassos. Angela Lee Duckworth, ex-professora, admite, de forma muito modesta, que não existe uma receita pré-definida para construir a garra nos indivíduos. Entretanto, a partir do estudo da doutora Carol Dweck da Universidade de Stanford, Angela afirma que a principal forma de construir garra nos alunos é fazê-los compreender que o fracasso não é uma situação permanente. Ao compreenderem que o aprendizado não é rígido e pode ser melhorado com o seu próprio esforço e garra – isto é, ao compreenderem o funcionamento de seu cérebro – os alunos analisados tendem a perseverarem mesmo quando fracassam, pois entendem que o fracasso não é uma ameaça, mas um desafio. 

O que Angela Lee Duckworth nos traz a respeito da construção da garra nos alunos – o que Dweck chama de mentalidade de crescimento – não é nada mais, nada menos, portanto, do que compreendermos que podemos construir nosso próprio sucesso a partir da forma como encaramos o fracasso e nossa evolução. Em outras palavras, trata-se de olharmos a vida com otimismo, assim como propõe Achor. Logo, ambos demonstram a importância do otimismo para o sucesso – e de compreender erros, falhas, fracassos como um desafio no meio de uma imensa jornada. Eles mostram, também, como somos responsáveis por sermos bem-sucedidos – não trabalhando mais, mas cuidando da forma como enxergamos nosso trabalho e nossa vida de uma forma geral.

Como o e-learning pode te ajudar com o sucesso?

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Em sua palestra, Duckworth defende que a educação deve compreender melhor os alunos e o aprendizado, sob uma perspectiva motivacional, ensinando-os mais do que os conteúdos. E menciona: e se ir bem na escola e na vida dependesse de muito mais que sua capacidade de aprender rápido e fácil?

De fato, a educação é um caminho essencial para o sucesso – não através de diplomas e qualificações, mas através do ensinamento de soft skills relevantes não apenas para nosso desenvolvimento profissional, mas também pessoal. 

Atualmente, empregadores estão mais preocupados em contratar colaboradores que saibam trabalhar em equipe, além de serem criativos e persuasivos. A educação contribui para estimular os interesses dos indivíduos, ajudando-os a estabelecerem metas e novos desafios que os motivem; além de objetivos que os auxiliam a enxergar a longo prazo, criando perspectiva. 

Assim, além de treinamentos corporativos, pode-se investir no e-learning como uma ferramenta importante para o desenvolvimento de diferentes habilidades, começando pela empatia e colaboração

Mas, afinal, você sabe o que são soft skills? Confira em nosso artigo como o e-learning ajuda-nos a aprender novas habilidades – e como isso te aproxima do sucesso!

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