Desenvolvimento de Pessoas e Organizações para o Mercado Internacional Pós Pandemia

17 de junho de 2020
Por  IFESP

Em meio a um cenário onde a única certeza é a mudança, a solução para a crise é pensar fora da caixa: inovando em soluções sustentáveis, e repensando a forma como se governa Estados e coordena pessoas à nível global. 

De um lado, a corrida para sobreviver no mar vermelho vai requerer das empresas mais diplomacia e criatividade do que nunca. De outro, a crise sanitária do Covid-19 e suas implicações podem retomar um nacionalismo exacerbado e promover uma ‘desglobalização’. 

O que veremos a seguir é como o que já vivemos no mundo conta uma história sobre o futuro da cooperação internacional, e o papel fundamental do desenvolvimento de pessoas e organizações nesta jornada.

Cinco décadas de crescente interconexão abriram o mundo a fluxos enormes de bens, serviços, dinheiro, idéias, dados e pessoas além das fronteiras. Com a concentração de grandes potências centralizando atividades, como o setor financeiro nos Estados Unidos e a indústria na China; essa especialização que garante máxima eficiência, cria ao mesmo tempo um enorme risco de uma catástrofe com efeito dominó em caso de situações agravantes, como crises econômicas, pandemias, guerras nucleares, revolução tecnológica dando errado, etc.

De acordo com a consultoria IHS Markit, é provável que a maior parte das economias demorará de 2 a 3 anos para retornar aos níveis normais de produção que tinham antes da epidemia. 

Com a tendência do PIB brasileiro decair em 1.8% negativos nos próximos meses, mais do que nunca a saída será se aliar a parceiros nacionais e internacionais, unindo forças e mitigando riscos para se manter vivo no mercado futuro. 

Entretanto, a história é uma prova viva de que momentos desafiadores incitam o desenvolvimento de pessoas e organizações, o que incita grandes saltos evolutivos para a humanidade à nível macro.

Segundo a BBVA Research, “O bem-estar mundial será muito maior se os países optarem pela cooperação, a ajuda e a solidariedade em momentos de crise, e por compartilhar informação e avanços científicos em vez de fazê-lo pela autarquia e o confronto”. 

Enquanto a crise pode levar a medidas para reduzir a conexão global, a saída diante de um recesso na economia mundial será expandir fronteiras territoriais, estabelecendo uma onda de cooperação internacional, assim como ocorreu após a Segunda Guerra Mundial.

O objetivo é permitir uma interconectividade genuína, com relações diplomáticas e um intercâmbio de ideias que promova o crescimento mútuo, e não mais centralizado. 

A colaboração ultrapassará a competição, fomentando oportunidades de compartilhamento de dados, sistemas, processos e pessoas para uma otimização de recursos e inovação nas dinâmicas de trabalho e da indústria.

Portanto, a demanda por maior cooperação global é uma tendência significativa que deve emergir da atual crise. A prevenção e a contenção de crises mundiais de qualquer tipo, são um desafio mútuo; e requer uma coordenação global e união de know-how apenas acessado através do intercâmbio de pessoas e ideias.

Para alcançar tal feito histórico, o primeiro passo começa com a linguagem. Através da comunicação, adquirimos sabedoria histórica de grandes gênios e unimos aos insights da nova geração. 

A linguagem nos permite acessar esse entendimento da cultura, história e das pessoas daquele país tanto à nível intelectual quanto empático; indo além de negócios pontuais, mas fomentando relacionamentos duradouros, permitindo uma rede diversificada e interconectada de cooperação e o intercâmbio das melhores práticas entre várias nações. 

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