3 Formas de Manter a Equipe Engajadas Mesmo a Distância

24 de junho de 2020
Por  IFESP

Enquanto antes se anunciava a revolução digital e o futuro do trabalho como algo em um processo que perduraria pelo menos durante a próxima década, a pandemia do Coronavírus tirou todos da zona de conforto e acelerou essa transição. A mudança forçou o setor que cuida da capacitação e desenvolvimento de pessoas a rever sua forma de atuação para uma mais estratégica, globalizada e conectada em rede — mesmo que a distância. 

Especialmente o setor de learning e de T&D (treinamento e desenvolvimento), que ainda estava em formato presencial, teve que ser criativo e ágil, adaptando suas metodologias do dia para a noite para sobreviver às novas demandas que surgiam simultâneamente com uma crise econômica e transformação do modelo de trabalho.

Após alguns meses em um ritmo de reuniões por videoconferência intermináveis, enquanto uns funcionários melhoravam sua performance, outros perdiam a motivação e rendimento. 

Assim, chegamos à conclusão de que apenas ter uma plataforma ou usar ferramentas digitais não é o único fato que configura um trabalho remoto ou um e-learning. 

 

Por ter realizado nossa transformação para 100% digital há 2 anos, tivemos tempo hábil para migrar para uma escola multi idiomas 100% online e fazer essa transição com foco na experiência do usuário e acentuando a curva de aprendizagem com metodologias originais e criativas.

Ouvimos as necessidades dos alunos e implementamos um modelo de blended learning, aliando a experiência de trocas e conexão semelhante às aulas presenciais com a praticidade do formato a distância. 

Baseadas nessas técnicas aplicadas nos mais de 22.000 alunos formados, além do que  observamos de positivo no mercado de EAD nos dias atuais, fizemos uma curadoria de 3 formas de como você pode manter sua equipe engajada e produtiva mesmo a distância.

Descubra a seguir o que realmente é necessário nas plataformas digitais para a capacitação e desenvolvimento de pessoas, e quais as melhores táticas para tornar essas trocas mais significativas.

1. Engajar para capacitar

 

O primeiro fator essencial que percebemos ao longo desta jornada de transição para 100% digital foi uma questão primordial para o sucesso do aluno, que é o engajamento do usuário ao longo de sua jornada de aprendizagem. 

Permitir a flexibilidade do estudo no seu próprio tempo e acessibilidade de qualquer aparelho é importantíssimo, mas não é o suficiente para garantir a melhor experiência do usuário. 

O que falha nos programas de T&D e cursos digitais que não oferecem ROI para os participantes não é apenas devido à falta de motivação do aluno. Muitas vezes o motivo de desistência é uma metodologia tradicional e ultrapassada, que não corresponde às necessidades daquele usuário.

Investe-se em tecnologia de ponta, mas esquece-se de que são pessoas que estão à frente do device; e portanto, falta a sensação de uma comunidade a qual o ser humano tem necessidade como instinto natural. 

 

Por isso, acreditamos que engajar para capacitar é a chave para obter resultados eficazes — seja em gestão de pessoas no trabalho remoto, ou em cursos de capacitação. 

Na prática, isso é traduzido por meio de animação de comunidade e táticas de engajamento dos grupos fazem parte da rotina dos setores internos de Learning e de Comunicação, fomentando uma rede motivada a trocas de experiências e discussões construtivas acerca de tópicos de interesse e atuais; conteúdos inspiradores e de aprofundamento na cultura do idioma. 

O livro Cultivando comunidades de práticas é reconhecido por mostrar como as organizações mundiais mais bem sucedidas unem-se em comunidades para impulsionar a estratégia, gerar novas oportunidades de negócios, resolver problemas, transferir práticas recomendadas, desenvolver as habilidades profissionais dos funcionários e recrutar e reter os melhores talentos.

Este conceito pode ser entendido pela teoria de Social Learning, que abordaremos a seguir. 

2. Social Learning

 

O principal motivo em comum entre as pessoas resistentes em relação à educação a distância ou ao trabalho remoto (quando existia a opção antes da quarentena) é o fato de que os cursos e treinamentos presenciais são muito mais ricos pela partilha de experiências e trocas com outros participantes.

O compartilhar de ideias e as conversas com outras pessoas é o que chamamos de social learning, ou experiência de aprendizado em rede; fator primordial para a capacitação e desenvolvimento de pessoas.

 

Mais do que o que é passado pelo professor, os alunos tendem a assimilar ainda mais quando conversavam com seus colegas sobre o que lhes foi ensinado. 

É muito comum as discussões sobre temas relevantes trazerem novas formas de pensar e ver uma determinada questão. Os incansáveis debates políticos poderiam ser um exemplo de social learning quando têm uma finalidade construtiva, por exemplo.

Este processo de aprendizagem também engloba as comunidades online, como grupos de facebook, Linkedin, Whatsapp, e fóruns por exemplo; em que são compartilhados materiais online para a prática do tema da capacitação, e que podem ser consultados futuramente a qualquer momento. Além de posts em blogs e redes sociais, vídeos, podcasts, e também lives e webinários.

Também se torna produtivo por não ser necessária a presença de um RH, por exemplo, ou do professor do curso; pois nesse modelo o foco da aprendizagem acontece entre as pessoas e suas redes de relacionamento. 

Essas são, inclusive, as trocas mais significativas pois incentivam às pessoas pensarem por si só, criando novas sinapses, trocando conhecimentos, e expandindo a mente.  

Sendo uma necessidade natural do ser humano se conectar uns com os outros, e o fato do  social learning ter como base a troca e colaboração, esta é uma experiência que não pode faltar dentre os times nas empresas e plataformas de ensino para manter o engajamento.

 

3. Aprendizado na Prática

 

Viemos de atividades lúdicas na educação infantil a uma metodologia muitas vezes maçante e tradicional no ensino superior. No trabalho, o aprendizado muitas vezes é visto como algo inconveniente e chato que se dá em treinamentos formais ao longo de um período visando um determinado objetivo da organização.

Hoje, várias empresas que entendem a importância de investir em T&D estão adotando abordagens menos convencionais para aprender no local de trabalho e, como resultado, ver seus funcionários ganharem muito mais do que simplesmente se atualizar em uma nova habilidade.

Alguns exemplos dessas experiências são as Hackathons: um evento de equipes de desenvolvedores na área de TI semelhante às gincanas da época do colegial. Este evento que dura entre um dia a uma semana promove a colaboração de talentos com o objetivo de criar algo novo ou resolver um problema específico dado a eles. 

Com a mesma proposta, as simulações de conferências da ONU realizadas entre estudantes são formas de engajar alunos e prepará-los para um mundo de desafios contemporâneos e situações reais; podendo inclusive incentivar a criação de soluções relevantes para os dilemas sociais.

Igualmente, os mock trials (ou simulação de julgamentos, em português) realizados em escritórios de advocacia têm o objetivo de praticar para um julgamento e aperfeiçoar seus argumentos e defesas.

Foto: simulação de julgamento da série norte-americana Suits

Essas experiências são endossadas pela revista Forbes, que afirma que toda empresa deveria promover tais experiências, por serem uma espécie de oficina de inovação e entrega de solução em um curto espaço de tempo.

O motivo de tanto sucesso é o fato da equipe melhorar o vínculo entre si, empregando suas habilidades e aprendendo com os outros (praticando o social learning novamente), fomentando um ambiente fértil que pode até mesmo levar ao lançamento bem-sucedido de um novo negócio. 

Vimos que o elemento base para manter o time unido, motivado e, consequentemente, produtivo é o senso de comunidade inerente ao ser humano. 


Agregar valor à sua comunidade através de partilhas de conteúdos relevantes, capacitação profissional e linguística, e simplesmente se manter disponível e aberto para as trocas de conhecimento são formas de manter a equipe engajada mesmo a distância.

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