Novo curso de francês para crianças aposta em tablets e conteúdo lúdico

12 de outubro de 2018
Por  Pierre Lagrave

 

Responsável por digitalizar o ensino nas escolas da França, startup Maskott vê potencial no Brasil e investe em projeto para aproximar nossos estudantes da língua de Molière.

 

            O aprendizado de novos idiomas é muito mais profícuo quando acontece desde a infância, sobretudo se conta com o uso de tecnologias e de ferramentas interativas, capazes de motivar os pequenos. Por essa razão, o startup francês Maskott desenvolve atualmente um projeto de curso de francês voltado para crianças, com material e método totalmente adaptados e 100% digital, através de tablets.

            A novidade será lançada no início de 2019, em parceria com o IFESP, instituto de ensino de francês com mais de 15 anos de atuação e que será responsável pela elaboração do conteúdo. Já a Maskott cuidará do suporte, comercializando tablets no mesmo modelo daqueles que utilizou ao executar o programa de digitalização do ensino na França. “Trata-se de um case de sucesso, que abrange 37 mil estabelecimentos e 5,5 milhões de estudantes da rede pública francesa, e que agora nós queremos trazer para o Brasil”, conta Ayrom Nascimento, Managing Director da Maskott no Brasil.

          Para Nascimento, as crianças são “nativos digitais, pois já nascem com a internet em seu cotidiano” – razão pela qual ele acredita no sucesso do projeto. A opinião é compartilhada pela diretora do IFESP, Pauline Charoki. A especialista francesa destaca que o formato escolhido para o curso online responde à realidade do público em idade escolar. “Hoje em dia, as crianças já não ficam em frente ao computador, como os adultos, pois elas preferem os tablets, que são mais simples e interativos”, avalia.

 

Dinamismo e gamificação
 

            O projeto consiste em dois cursos de nível básico, elaborados de acordo com a faixa etária dos alunos: Básico 1 (5 a 9 anos) e Básico 2 (10 a 14 anos). “Na primeira etapa, não há escrita nem leitura, pois não queremos interferir no processo de alfabetização das crianças”, explica a Profa. Pauline. O conteúdo é mais lúdico e visa a estimular os sentidos, através, por exemplo, de jogos e músicas.

            O segundo ciclo também se baseia no dinamismo e na gamificação, mas possui método e conteúdo voltado para pré-adolescentes e já introduz as práticas de leitura e de escrita em francês.

 

Reforma do ensino no Brasil

 

            Além disso, a iniciativa responde às diretrizes da nova Base Nacional Comum Curricular, que entrará em vigor em 2019. O documento defende a expansão do uso de tecnologias digitais no ensino e confere às escolas a possibilidade de oferecer algumas opções suplementares de ensino a distância.

            “A recente mudança proporcionada pela reforma da educação permite que os alunos realizem atividades na modalidade EAD, mas, para que isso aconteça, é necessário uma boa estrutura, e por isso pretendemos oferecer as melhores soluções para conciliar educação e tecnologia”, afirma Nascimento.

 

 

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