Cultura Francesa – a menina dos olhos dos amantes de artes e clássicos literários

29 de abril de 2020
Por  IFESP

Mais de duzentos milhões de alunos em todo o mundo, falantes nativos nos cinco continentes, requisito para a carreira diplomática. Que língua é essa? C’est le français ! Sim, este idioma é a segunda língua estrangeira mais estudada no mundo, e é um passaporte para um universo de carreiras internacionais, em áreas bastante diversas. Quer descobrir quais áreas exigem um francês de alto nível em seu ingresso? Então confira o que trouxemos para você neste novo artigo.

Já ouviu falar de “Os Miseráveis”? E dos quadros de Monet? Talvez já tenha ouvido músicas do David Guetta? Se qualquer destes nomes lhe parece familiar, então você já teve contato com a cultura francesa em algum momento da sua vida! E isso não é uma surpresa: a França é um grande polo cultural, que influencia a sociedade ocidental moderna nos mais diversos aspectos, da literatura ao direito.

Sendo assim, quem quer mergulhar no mundo das artes plásticas, do cinema e da música precisa conhecer um pouco mais dos clássicos – e contemporâneos – franceses, por isso o IFESP traz até você este artigo dedicado a este tema.

  • Artes plásticas na França

A pintura na França vem desde, literalmente, a pré-história. Além das mundialmente conhecidas pinturas rupestres de Lascaux, também foi encontrado em território francês o conjunto de desenhos mais antigo do mundo, nas cavernas de Chauvet, no sul do país. Desde esta época, l’Héxagone (como é apelidado o país pelos nativos) vem acumulando  histórias de artistas consagrados, os quais influenciam diretamente a história da arte no mundo ocidental.

Nomes como Claude Monet e Pierre-Auguste Renoir definiram o Impressionismo, enquanto nomes como Chagall, bielorrusso de origem, desenvolveu seus trabalhos mais famosos do fauvismo em solo francês. Já no campo da escultura, Claude Rodin e Camille Claudel firmaram seus nomes na história com a riqueza e a expressividade de suas obras. E estes nomes mal começam a preencher a lista de ilustres figuras históricas, que formam boa parte da força motriz das artes plásticas no mundo.

Dada esta enorme fertilidade artística, este país conta com diversos museus de grande renome. O mais famoso é o Louvre, que abriga obras históricas de todo o mundo, como a escultura grega Victoire de Samothrace e a Monalisa, italiana, além de obras do próprio país como La Liberté guidant le peuple, de Delacroix. Existem, contudo, diversos outros grandes centros de artes, como o D’Orsay, o museu do quai Branly, o Palácio de Versailles, o Centre Pompidou e outros, além do conhecido bairro das artes e boemia, o Montmartre.

  • Música

A riqueza cultural da França se estende também à música. Desde nomes clássicos como Claude Debussy até artistas mais recentes como Charles Aznavour e Edith Piaf, chegando à atualidade com Carla Bruni e o já mencionado David Guetta, a música francesa é amplamente reconhecida por sua riqueza e versatilidade. 

Além disso, a riqueza dos espetáculos musicais franceses, como Moulin Rouge e Les Misérables mantém há décadas um público cativo em todo o mundo, tanto em suas versões originais quanto em suas adaptações em língua estrangeira. Isso mostra mais uma vez a influência das obras francófonas na cultura mundial.

  • Dança

Ligada à música francesa, é importante falar da dança do país, dentro da qual o ballet é, de longe, o maior destaque. Nomes como L’après midi d’un Faune, de Debussy, e Le Bolero, de Ravel, são internacionalmente conhecidos por sua graça no palco, assim como pela riqueza da composição musical. 

Mas a dança de lá não se resume a ballet! O já mencionado Moulin Rouge é o berço do cancan, dança animada e imediatamente reconhecível pela sincronização e pelo jogo de pernas das bailarinas. Ainda vale a pena citar o minueto (“minuet” no original), dança clássica em grupo que é famosa em filmes de época, e reflete o Classicismo francês da época da Renascença. 

  • Cinema

Quando pensamos em efeitos especiais, surgem na mente países como EUA e Nova Zelândia, mas tudo isso se deve a um nome francês: George Méliès. O cineasta visionário deu grandes passos na produção cinematográfica e influenciou gerações de diretores (sendo homenageado no sucesso americano A Invenção de Hugo Cabret). 

Além dele, nomes como Jean-Luc Godard, Luc Besson e François Truffaut criaram obras importantes e de grande prestígio internacional. E os atores franceses não deixam por menos! Audrey Tautou encantou os espectadores no filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain e como Sophie ao lado de Tom Hanks em O Código Da Vinci. Já Marion Cotillard esbanjou versatilidade em Batman: O Cavaleiro da Trevas Ressurge e A Origem, enquanto Vincent Cassel vai de vilão em Fora de Rumo até comediante junto ao Porta dos Fundos no Brasil.

  • Literatura

Para fechar a lista, temos que falar desta arte que é uma força motriz mundial e fonte de onde bebem filósofos, escritores e pensadores de todo o planeta. Estamos falando da literatura francesa. A riqueza literária da França trouxe obras para todas as idades; podemos citar criações memoráveis como o Petit Prince, de Saint-Exupéry, traduzido para várias línguas e adaptado para diversos formatos e mídias, e as fábulas de La Fontaine, que há décadas envolvem crianças de todo o mundo, e obras densas como Molière, Balzac e outros.

Obras modernas como Les particules élémentaires de Michel Houellebecq mantém viva a tradição do país de produzir grandes obras de renome, assim como o trabalho de Chloé Dalaume e Jonathan Littell. 

Quer aproveitar ao máximo tudo isso? Então você precisa dominar o francês! Com ele você tem acesso às obras em idioma original, com muito mais riqueza de detalhes e mais possibilidade de mergulhar neste mundo de cultura que é a França.

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