Daniela e Maxime: retrato da equipe inovadora e binacional que compõe o IFESP!

3 de julho de 2018
Por  IFESP

Binômio franco-brasileiro, que espelha o dinamismo e o multiculturalismo do instituto, é responsável pela remodelagem das plataformas de ensino de francês online, adaptando e modernizando os conteúdos

 

Eles são jovens: Daniela Castro tem 24 anos e Maxime Legal, 22. A brasileira é designer e o francês, engenheiro. O encontro transoceânico entre esses dois jovens, do lado de cá do Atlântico, resultou num retrato fiel daquilo que o IFESP sempre foi, desde sua criação em 2002: um instituto dinâmico, pluricultural, jovem, empreendedor, inovador e ousado. Em cooperação com as equipes pedagógica, comercial e de marketing, os dois surpreenderam no uso da inteligência coletiva para otimizar os conteúdos dos cursos de francês oferecidos pelo IFESP, na plataforma www.cursodefrancesonline.com.br. Nesta entrevista, a dupla conta um pouco sobre o trabalho que desempenha no instituto e fala sobre suas inspirações e projetos.

 

Vocês são jovens e têm desempenhado um trabalho extraordinário no IFESP. Falem um pouco sobre sua formação.

Daniela – Eu me formei em Design de Produtos e de Interiores, mas, desde a época da faculdade, estudo a educação voltada para o design instrucional e a tecnologia. Vem daí meu interesse pelos métodos e pelas ferramentas utilizadas no ensino à distância.

Maxime – Tenho uma formação clássica de engenheiro na França, com estudos em Física e Química. Mas, posteriormente, eu me dei conta que minha experiência na área não me dava muita satisfação, nem no que diz respeito aos conhecimentos adquiridos, nem no caráter humano. Enfim, o meio não me satisfazia muito e não me convinha. Assim, fiz uma pausa nos estudos: um ano para buscar o que me faltava, aquilo que não tive a oportunidade de descobrir na formação acadêmica francesa. Eu tinha anseio de novas experiências, de crescer e fazer algo novo.

 

E como você conheceu o IFESP e se mudou para o Brasil para trabalhar no instituto?

Maxime – Vi um anúncio no LinkedIn e tudo se passou de forma muito natural. Quando respondi aos formulários, ainda não estava no Brasil. Fui chamado para entrevistas via Skype com Alexandrine Brami [diretora e sócia-fundadora do IFESP] e com o setor de RH. Após alguns contatos, recebi a resposta positiva. Eu me interessei por esse anúncio porque muitas coisas me agradam no projeto do IFESP. Nunca tive uma paixão particular pelo Brasil antes disso, mas estava aberto a novas experiências. Eu não sabia falar português e não tinha conhecimento algum sobre a história do Brasil. Que desafio! Mas, no fim, tudo correu muito bem!

 

Daniela, qual é sua relação com a língua e a cultura francesas?

Daniela – Meu contato com o francês vem de alguns anos, pois parte da minha família mora na França. Quando comecei a ter mais proximidade com o idioma, tive vontade de aprendê-lo. Desde 2011 eu estudo francês, já estive na França e tenho estudado regularmente. Aqui no IFESP, com a equipe franco-brasileira, tenho contato com a língua diariamente e já melhorei muito meu nível.

 

Vocês formam um binômio profissional com grande sintonia e antenado nas novas práticas de design instrucional. Como se deu essa cooperação?

Maxime – Tudo ocorreu gradualmente. Em menos de um mês, o trabalho se desenvolveu e os projetos aceleraram muito, o que também implicou um ganho enorme de liberdade de ação para nós. Há muitas possibilidades no que eu faço como trabalho aqui, e isso me agrada. Conviver com uma equipe que tem boa dinâmica é muito importante, pois nos dá motivação e favorece nossa melhoria constante.

Daniela – Maxime e eu temos uma visão muito próxima de como as coisas devem acontecer e do que queremos gerar com o nosso trabalho. A equipe toda do IFESP é muito boa e aberta a ajudar sempre, sem que seja necessário hesitar. Temos muita autonomia em nossos projetos, o que, a meu ver, melhora os resultados. Além disso, trabalho aqui com um viés do design na área da educação, algo em que acredito e que sei que funciona bem.

 

Que desafios trouxe a reformulação da plataforma de ensino à distância?

Daniela – Como o IFESP funciona com um modelo parecido ao das startups, nós pudemos fazer algo incrível: testar e prototipar as novas ideias e as novas tecnologias, sempre pensando no aluno, mas com essa visão do design. Aplicamos uma estratégia de inovação e, assim, essa fase de reformulação dos sites foi um desafio prazeroso. Conseguimos propor muitas mudanças que foram adotadas e estamos já pensando nas melhorias que faremos continuamente nos conteúdos online.

 

E quais foram ou são as inspirações de vocês nessa empreitada?

Daniela – Minha motivação é trabalhar com educação. É um trabalho que só ajuda as pessoas!

Maxime – Sou inspirado pelos desafios e pelas novas descobertas. No dia-a-dia aqui no IFESP, fui ganhando mais e mais gosto pelo trabalho que desenvolvo. Após concluir essa etapa profissional por aqui, pretendo voltar para a França e concluir meus estudos, e depois fazer, quem sabe, um mochilão mundo afora.

 

E que aprendizado você acredita que levará dessa experiência profissional no Brasil?

Maxime – Já aprendi muito por aqui, inclusive por ser um mercado de trabalho completamente diferente do francês. Na França, esperam que você seja o melhor da tua área logo de cara: você recebe muita teoria na formação acadêmica e, de repente, precisa entrar no mercado a grandes passos e ascender aos postos mais altos, quase que diretamente. Aqui, ao contrário, há oportunidade e espaço para testar coisas, descobrir, aprender na teoria e na prática ao mesmo tempo. Também tenho conhecido muita gente interessante, o que abre um leque de contatos futuros. Mas levarei outras lembranças boas da minha estadia por aqui, sobretudo da comida brasileira, que é deliciosa! Vou sentir saudades de comer coxinha (risos)

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