SoLT divulga sociocracia no Brasil e IFESP integra estudo sobre escolas inovadoras

30 de janeiro de 2019
Por  IFESP

 

CEO do instituto participa de treinamento em liderança sociocrática e colabora com círculo de aprendizado sobre governança participativa em ambientes escolares transformadores

 

            Em busca de novas formas de organização mais sistêmicas e horizontais, e sempre coerente com sua história de inovação e de aprimoramento permanentes, o IFESP deu um ousado passo na trilha da excelência. O instituto abraçou as ideias do SoLT (Treinamento em Liderança Sociocrática, no acrônimo em inglês), que tem se empenhado em espalhar pelo Brasil a metodologia, seguindo o treinamento surgido nos Estados Unidos sob o nome de Sociocracy For All. O modelo é aclamado como um dos mais eficazes para aperfeiçoar a governança no seio das empresas, de maneira participativa e holística.

            Alexandrine Brami, sócia-fundadora do Grupo IFESP e diretora de seu polo de Inovação & Novos Projetos, lidera a transição para o novo modelo de governança, pautado nos preceitos da Sociocracia. A líder educacional integra o círculo de estudos dedicado a acompanhar escolas transformadoras – num trabalho que também abrange grupos voltados a temas como empresas em transição e organizações da sociedade civil. Na entrevista abaixo, ela fala sobre a inspiração que encontra na Sociocracia, os estudos que desenvolve atualmente e o impacto do modelo junto aos colaboradores do IFESP.

 

 

A Sociocracia ganha espaço atualmente no Brasil. Quais são os eixos do modelo?

Alexandrine Brami – Sim, ela está em plena expansão aqui no país, pois muitos CEOs e diretores se deparam com a necessidade de transformar a gestão de suas empresas e alcançar um modelo que seja mais sistêmico e mais democrático, envolvendo diretamente os colaboradores. Foi o que aconteceu comigo – e eu encontrei as chaves para essa mudança na Sociocracia.

 

Então, você decidiu aderir ao SoLT para se preparar para tal mudança? Que tipo de treinamento é oferecido?

AB – O SoLT organiza treinamentos e cursos práticos, sendo a grande divulgadora da Sociocracia no Brasil. É junto com o SoLT que realizo meu treinamento para ser uma liderança sociocrática, aprendendo muito através da troca de experiências com os demais participantes. Nós nos organizamos em pequenos círculos de estudos, com temas específicos. Participo dos trabalhos sobre escolas transformadoras, já que o IFESP sempre se pautou pela inovação e pela mudança. Tenho aprendido muito com meu grupo, no qual sou líder operacional no que diz respeito a eventos.

 

Você disse que tem aprendido muito com o treinamento do SoLT. Que pontos você destacaria?

AB – Aprendi mecanismos para desenvolver, na prática, uma gestão mais eficaz, transparente e participativa. Apliquei, junto aos colaboradores do IFESP, ferramentas de avaliação que resultam em melhoria constante de todos os processos, pois privilegiamos as propostas que valorizam a inteligência coletiva da equipe. Com isso, as tomadas de decisões se tornaram mais seguras e mais bem elaboradas. E também aprendi como implantar estratégias de autogestão nos departamentos do instituto.

 

E de que maneira a equipe do IFESP tem experimentado essa fase de transição?

AB – A aceitação é muito positiva, embora, como em qualquer caso de mudança significativa, existam sempre pequenas resistências. Mas é justamente aí que se encontra a vantagem da Sociocracia e do treinamento que o SoLT oferece: o processo de mudança se verifica na prática e traz tudo o que é necessário para correções de rumo e para adaptações, em função dos impactos do modelo no dia-a-dia de trabalho dos colaboradores. Ou seja, nós aprendemos fazendo e refletindo sobre o que é feito. Os encontros são ancorados em teoria e leituras, mas o enfoque está no aprendizado através da prática.

 

Que cenário você vislumbra para os colaboradores do IFESP após a conclusão da transição?

AB – Sempre tive o sonho de trabalhar com colaboradores 100% motivados e participantes efetivos na expansão do IFESP. Tenho confiança em que a mudança no modelo de gestão tornará esse sonho realidade. Pouco a pouco, os colaboradores compreendem a importância da participação criativa e notam os resultados positivos da tomada de decisões por consentimento, de maneira horizontal. Estamos caminhando com sucesso para um cenário de integração plena, em que já não haja falhas de comunicação entre as equipes e em que qualquer percalço seja solucionado praticamente de imediato.

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